Ativistas fazem vaquinha on-line para porcos resgatados de carreta tombada

Ativistas pelos direitos dos animais lançaram nesta terça-feira (25) uma campanha de financiamento coletivo para quem deseja contribuir com o trabalho de resgate das 47 porcas que sobreviveram ao acidente com um caminhão que as transportava no rodoanel na altura de Caieiras, Grande São Paulo, no mesmo dia.

Do total de 110 suínos que a carreta levava, de Uberlândia (MG) a Carapicuíba (SP), 41 morreram e 22 foram levadas para o abate pelo frigorífico responsável antes que a companhia entrasse num acordo pela liberação dos animais, segundo o site Vista-se, que lançou a campanha.

Carreta tombada com as porcas no rodoanel, em São Paulo, antes do resgate dos animais (Marcos Bezerra/Futura Press/Folhapress)
Carreta tombada com as porcas no rodoanel, em São Paulo, antes do resgate dos animais (Marcos Bezerra/Futura Press/Folhapress)

O santuário responsável pelo acolhimento e tratamento das porcas foi mantido em anonimato, mas situa-se em São Roque, cidade a 62 km da capital paulista.

A campanha dará toda a verba arrecadada ao trabalho de resgate. Até o momento, R$ 147 mil foram angariados, ante uma meta de R$ 300 mil. O Vista-se, mais conhecido portal de veganismo do Brasil, explica que os gastos podem até passar do montante final, mas, no caso de excedente, o dinheiro irá para outras ONGs de proteção dos animais.

“Os animais são muito grandes, alguns com cerca de 400 kg, e será preciso construir recintos, comprar comida, água, medicamentos e diversos outros itens por tempo indeterminado”, escreveu Fabio Chaves, criador do site e da campanha, no site. “A doação desse tipo de animal é algo complicado, talvez precisem ficar no santuário onde estão sendo emergencialmente alocados.”

Há 20 voluntários participando do tratamento dos animais.

Também é possível ajudar de maneira não financeira, com a doação de alimentos para consumo dos suínos: ração, farelos de milho ou trigo, abóbora, banana, cenoura, melancia, melão, maçã. A clínica veterinária Wilson Grassi recolhe o que for dado em dois endereços em São Paulo: Pinheiros (av. Rebouças, 2.437) e Artur Alvim (r. Maciel Monteiro, 937).

(Originalmente publicado no domínio da Folha, em 26/08/2015)

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