Vereador diz que pode propor veto à vitela e ao gado confinado em SP

Laércio Benko, vereador paulistano pelo PHS e autor da recém-aprovada lei que proíbe a venda do foie gras e roupas de pele de animais, disse ao “Veg” que cogita propor um veto à carne de vitela –de bezerros encarcerados do nascimento ao abate– e à produzida no sistema de pecuária “intensiva”.

“Diante de toda a repercussão [da proibição ao foie], nós vamos fazer um estudo de outras questões, como a carne de vitela, o gado confinado”, disse. “Vamos analisar outras situações; chegaram denúncias para a gente de granjas de ovos que, quando identificam que o pintinho é macho, moem o pintinho vivo.”

Com a proibição, segundo o edil, o município dá “um passo à frente” rumo a uma sociedade completamente vegetariana e livre de crueldade contra os animais, em um processo que ele acredita que será concluído “em uns 200, 300 anos”.

Benko diz não querer “colocar o carro à frente dos bois”, contudo. Para ele, “apenas” matar os animais para comer tem menor urgência do que os métodos considerados menos éticos.

“Hoje, não dá para simplesmente parar com a produção de carne suína, carne bovina. Não dá para comparar o foie gras com a carne”, diz. “Uma coisa é o abate, que é uma vez só; outra é passar 100% da vida sendo maltratado [caso das aves de foie gras e do bezerro de vitela, na opinião dele]. São coisas totalmente distintas.”

PINTINHOS

Sobre a prática de matar pintinhos machos na avicultura, um recente caso em Israel chamou a atenção.

Ativistas, incluindo uma antiga vencedora do Big Brother local, invadiram a parte de uma granja onde a máquina em questão rodava e a desligaram. Quando a polícia chegou, a celebridade televisiva, Tal Gilboa, desafiou a autoridade a religar o instrumento, que seguiria moendo vivos os filhotes, que podem ser vistos em vídeo.

No fim, o policial não reativa a moedora, mas os ativistas são liberados. O vídeo teve 1,4 milhão de visualizações no Facebook até agora.

Segundo o site pró-direitos dos animais ANDA, a prática também é comum nas granjas do interior paulista.

(Originalmente publicado enquanto o blog estava no domínio da Folha, em 01/07/2015)

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